OS SENTIDOS CORRETOS SOBRE A MORTE E AS COISAS QUE NUNCA VÃO DEIXAR DE EXISTIR.

Pr. João Viana
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OS SENTIDOS CORRETOS SOBRE A MORTE E AS COISAS QUE NUNCA VÃO DEIXAR DE EXISTIR.



PROLEGÔMENOS: Portanto, a morte não sendo uma extinção da existência é na verdade um começo de uma próxima existência.


Assim sendo, todo ser humano, como todos os demais seres viventes, como Anjos e demais seres que foram criados por Deus, existem no presente indo em direção ao futuro, mas no que diz respeito ao passado, apenas existem na consciência limitando-se aos Anjos também aos humanos, mas nunca aos demais seres criados, os quais foram criados sem consciência, mas apenas com sabedoria para conduzir a própria existência. 


Dessa maneira, a consciência surgiu após a existência de seres inteligentes (Anjos e seres humanos) os quais existem limitados ao livre arbítrio e à vontade própria, sendo portanto o livre arbítrio e  a vontade própria, a soberania que determina a existência de um  Anjo ou de um ser humano.


Sendo assim, Anjos e seres humanos são regidos por dois atributos: Livre arbítrio e vontade própria.


1º) - A VIDA, A MORTE E SEUS SIGNIFICADOS.


À vista disso, a vida se resume em vontades e escolhas.


Logo, em relação a vontade do ser humano, Jesus Cristo nos ensinou através do Pai nosso que a maneira correta de exercermos a nossa vontade é nos submetermos à vontade de Deus, tanto na terra como no céu, conforme Mateus 6.10, mas não obriga nem a Anjos nem a seres humanos a fazerem a sua vontade, pois criou Anjos e homens com livre arbítrio capacitando-os a fazerem suas próprias escolhas e suas próprias vontades.


O filósofo francês René Descartes (1596-1650) entendeu que a existência humana reside apenas em uma frase: “PENSO, LOGO EXISTO”.


Portanto, as duas grandes questões da vida são:


1 - Penso em quê, ou para quê?

2 - Existo para quê ou para quem?


Assim sendo, uma das coisas mais relativas da vida humana é o ser humano viver e pensar para si mesmo, e isso se traduz quando promovemos e anunciamos a nós mesmos como resultado do nosso livre arbítrio.


Assim sendo, nada do que existe, existe sem primeiro ter um significado que determina o começo da nossa existência, e a grande pergunta que devemos fazer para nós mesmos é esta: EXISTO PARA QUÊ E PARA QUEM?


Portanto, a vida tem significado mas a morte também tem e assim  o maior significado da vida é viver em primeiro lugar para Deus e depois para o semelhante.


Sendo assim, por exemplo: O marido vive para a esposa e esposa para o marido, os pais para os filhos e os filhos para os pais e todos para o seu próximo.


Essa é a maneira correta de viver, mas também existe a maneira errada de viver.


Qual delas você escolhe?


Portanto, o mesmo acontece com o primeiro tipo de morte que existe, não sendo portanto a morte física, mas a morte interior: como crer em Deus, se transformando em um ateu e tantos outros tipos de morte interior que existem, como as decepções que levam a morte e a esperança que leva à vida, pois por incrível que pareça, a morte mas também a vida se abrigam na língua do ser humano.


Assim sendo, a Bíblia Sagrada destaca fortemente que as nossas palavras têm consequências reais e profundas. 

O principal versículo que fundamenta essa ideia é:

A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem (escolha própria; livre arbítrio) a utiliza come do seu fruto - (Provérbios 18.21).

O Poder das Palavras

Esse ensinamento, frequentemente atribuído ao Rei Salomão, indica que a fala humana não é apenas um meio de comunicação, mas uma ferramenta de criação e destruição. As palavras podem: 

Gerar Vida: Edificar, encorajar, abençoar, curar relacionamentos e trazer esperança.

Gerar Morte: Destruir a autoestima, semear a discórdia, difamar e amaldiçoar. 

A expressão "come do seu fruto" significa que nós acabamos lidando com as consequências (boas ou ruins) daquilo que escolhemos falar. 

Portanto, em 1 Pedro 3.10, está escrito a respeito do que dizemos:  Quem deseja "amar a vida e ver dias felizes" é orientado a guardar a língua do mal e evitar a falsidade.

Assim sendo, esse ensinamento ainda se encontra no Salmo 34.12-14 que diz:

Quem é o homem que deseja a vida, que quer largos dias para ver o bem?

Guarda a tua língua do mal e os teus lábios, de falarem enganosamente.

Aparta-te do mal e faze o bem; procura a paz e segue-a. 

Sendo assim, acabamos de aprender que tanto a vida, quanto a morte, são consequência do que saem de nossa boca.

Outros Ensinamentos Bíblicos

Além de Provérbios, o Novo Testamento também reforça o perigo e a responsabilidade que temos com o uso da nossa língua: 

Em Tiago 3:5-6: A língua é comparada a um pequeno fogo capaz de incendiar uma grande floresta, sendo vista como um membro que pode contaminar todo o corpo; da própria pessoa, da igreja como corpo de Cristo e de nosso próximo em geral.

Assim sendo, ouvi um testemunho sobre um médico que acabou com o seu casamento quando, ao chegar do escritório, sua esposa, que se encontrava grávida, foi lhe dar um abraço, e ele, mau humorado, recusou o abraço da esposa dizendo: Passei o dia inteiro cuidando de mulher grávida e chego em casa para descansar e vem mais uma mulher grávida ao meu encontro? E assim ele matou o seu casamento apenas com uma frase.

Portanto, em Efésios 4:29 se encontra escrito que há uma instrução direta para que não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas somente o que for útil para edificar e dar graça a quem ouve, e assim devemos ter muito cuidado com as nossas palavras, as quais podem matar ou transmitir vida a alguém. 

2) - A MORTE FÍSICA NÃO SIGNIFICA O FIM MAS O COMEÇO DE UMA NOVA EXISTÊNCIA.

Portanto, é muito comum você ouvir alguém dizer para um morto: Vai com Deus, descanse em paz, adeus.

Assim sendo, quando alguém diz: “Deus te ajude”, ou “vá com Deus”, não sabemos a qual Deus ele está se referindo, e se por exemplo for um feiticeiro?

Portanto, outra palavra oca, sem sentido, é essa: “Descanse em paz”, se a pessoa nunca serviu a Deus e morreu no pecado, no fim, vai descansar em paz com quem? Já, a palavra mais correta que se pronuncia para um morto que morreu sem Cristo, no pecado, realmente é “adeus”, pois Jesus Cristo disse em João 3.3-5, que aquele que não se converteu de seus pecados, não aceitou a Jesus Cristo como salvador e não nasceu de novo, não pode ver nem entrar no reino de Deus, e assim: ‘o adeus’, ou o ‘para sempre’ se encaixam direitinho nele mesmo, por causa sua própria escolha feita em vida.

Dessa maneira, a morte física é apenas o começo de um destino eterno que a pessoa escolheu estando em vida, onde queria passar a eternidade: Com Deus, vivendo aqui no mundo a serviço dEle, ou com Satanás, vivendo aqui no mundo, em pecado, servindo ao diabo.

Portanto, conforme Lucas 16.19-31, existe algo em nós que dura para sempre, que é a nossa consciência, a qual nos acusa quando erramos e nos absorve quando nos arrependemos e acertamos, mas a questão do livre arbítrio ou da escolha, existe apenas aqui nesta vida terrena, e junto com ela, existe também a esperança. Ao contrário da eternidade, onde não mais mora a esperança, onde cada ser humano vai continuar sendo o que quis ser na terra conforme suas próprias escolhas.

CONCLUSÃO: Conforme a Bíblia Sagrada, todo ser vivo está caminhando em direção à morte física, que significa separação da alma e espírito do corpo, e seu destino, começa a caminhar em direção a vida eterna (após a morte física): Com Jesus Cristo (caso o tenha servido em vida), ou em direção a morte eterna, (sem Jesus Cristo), que significa: não a extinção de existência, mas extinção da existência eterna com Deus, simplesmente como o resultado para quem, ou para quê a pessoa existiu aqui na terra.

Portanto, a vida, a existência humana, seja na terra ou na eternidade, é apenas uma continuação final do que já somos aqui na terra.


Pastor João Viana





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