INTRODUÇÃO: Portanto, existem algumas coisas que Deus criou sendo inerente aos Anjos e aos seres humanos.
Assim sendo, o livre arbítrio e a vontade própria, capacitando a pessoa a fazer as suas próprias escolhas, os quais são atributos que o criador designou para os Anjos e também para os seres humanos.
Dessa maneira, ao criar o ser humano, Deus plantou duas árvores no Jardim do Éden e autorizou o homem a comer do fruto da árvore da vida, mas proibiu o ser humano de comer o fruto da árvore da ciência do bem e do mal, mostrando a ele duas consequências das sua desobediência, ou o pecado que gera a morte.
À vista disso, eis o relato Bíblico:
E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden (mostrando que o Éden já existia, mas não havia o jardim), da banda do oriente, e pôs ali o homem que tinha formado.
E o Senhor Deus fez brotar da terra toda árvore agradável, à vista e boa para comida, e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore da ciência do bem e do mal.
E tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar.
E ordenou o Senhor Deus ao homem dizendo: De toda árvore do Jardim comerás livremente.
Mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás, (Gênesis 2.7-9, 15-17).
Assim sendo, o homem havia sido criado e colocado por Deus no jardim recebendo da parte do criador duas funções: de lavrar e de guardar o jardim, mas também lhe proibiu de comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal, mostrando-lhe as consequências caso ele desobedecesse, e assim Deus o criou com vontade própria, mas também com o livre arbítrio, capacitando ele a exercer a sua vontade própria em fazer a vontade de Deus, mas também em exercer a sua vontade própria para fazer a sua própria vontade em desobediência à vontade de Deus.
1º) - SIGNIFICADO DE FAZER A PRÓPRIA VONTADE À LUZ DA BÍBLIA SAGRADA E À LUZ DA FILOSOFIA.
Portanto, na vida do ser humano existem algumas prioridades estabelecidas por ele mesmo, ou pela sua própria vontade, às quais ele dedica.
Assim sendo, priorizar os próprios desejos acima da vontade de Deus conduz os seres humanos a serem servos e até escravos dos próprios desejos quando estes são pecaminosos como diz o Apóstolo Paulo:
Romanos 7
15 Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço.
16 E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.
17 De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.
18 Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem.
19 Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.
20 Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.
21 Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo.
22 Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus;
23 Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.
24 Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?
25 Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.
Portanto, cada ser humano é portador de duas naturezas que guerreiam dentro dela, a natureza de Deus a do Espírito, e a natureza própria do ser humano ou dos desejos da carne pecaminosa, conforme se encontra escrito em Gálatas 5.16-22 que diz:
16 Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne.
17 Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais as coisas que quereis.
18 Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.
19 Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia,
20 Idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, ciúmes, iras, pelejas, dissensões, heresias,
21 Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais de antemão vos declaro, como também já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.
22 Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
.Dessa maneira, cada pessoa pode escolher fazer a vontade que ele mesmo deseja, pois o livre arbítrio o capacita a exercer a sua vontade própria, mas dessa maneira nunca a nossa vontade própria é isenta das consequências, ou dos frutos que vamos colher depois das nossas ações.
Desse jeito o Salmo 101.2,8 diz:
1 Cantarei a misericórdia e o juízo; a ti, Senhor, cantarei.
2 Portar-me-ei com inteligência no caminho reto. Quando virás a mim? Andarei em minha casa com um coração sincero.
3 Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se me pegará a mim.
4 Um coração perverso se apartará de mim; não conhecerei o homem mau.
5 Aquele que murmura do seu próximo às escondidas, eu o destruirei; aquele que tem olhar altivo e coração soberbo, não suportarei.
6 Os meus olhos estarão sobre os fiéis da terra, para que se assentem comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá.
7 O que usa de engano não ficará dentro da minha casa; o que fala mentiras não estará firme perante os meus olhos.
8 Pela manhã destruirei todos os ímpios da terra, para desarraigar da cidade do Senhor todos os que praticam a iniquidade
Portanto, acabamos de aprender que o ser humano, para pecar, não precisa nem sair de casa, pois é somente usar os olhos, os ouvidos e até mesmo a boca (que não mencionei neste estudo) para ele pecar contra si mesmo, contra Deus e contra o seu próximo falando mal do mesmo.
Assim sendo, gosto muito de um testemunho que ouvi, onde certo presbítero chegou na casa de um irmão e foi entrando sem bater à porta devido a amizade que tinham, e encontrou o presbítero, dono da casa, sentado no sofá, somente de bermuda, assistindo um filme pornográfico e quando viu seu amigo entrando de repente, pegando ele naquela situação moralmente vergonhosa exclamou: Que vergonha, o irmão me encontra dessa maneira, no que o visitante assentou ao seu lado e colocando a mão em seu joelho E disse: Calma meu irmão, isso é apenas o que está dentro de você.
Explico: A lavoura que existe dentro de nós mesmos, somente somos nós que plantamos, cultivamos e colhemos e assim sendo, somente vamos colher aquilo que plantamos dentro de nós mesmos.
levando isso em conta, costumo sempre dizer que primeiro somos interiormente para depois expressar em palavras e em ações exteriomente o que já somos.
À vista disso, conforme o ensinamento da Bíblia Sagrada, nos tornarmos livres ou escravos dos nossos próprios desejos, pois o correto é pensar, e analisar para depois desejar, e por fim, praticar, como diz certo adágio: O coração deseja apenas aquilo que vê, e por isso não devemos colocar coisas más diantes de nossos olhos, nem ouvir aquilo que não convém, pois com certeza vai brotar pela boca, como diz o escritor de Hebreus 12.15.
Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos, perturbe e por ela muitos contaminem.
Assim sendo, os desejos nascem dentro de nós, na nossa mente e no nosso sentimento, através do que ouvimos e vemos, e assim aconteceu o primeiro desejo pecaminoso na história da humanidade, quando Eva viu e desejou comer aquilo que Deus havia proibido conforme Gênesis 3. 1-6, onde se encontra escrito que ela desejou, comeu do seu fruto e também deu a seu marido e ele comeu com ela (v.6), nos ensinando que não devemos nos associar nem com a nossa esposa para pecar, ou seja: Fazer o que Deus proibiu.
2º) - O LIVRE ARBÍTRIO: ATRIBUTO DADO POR DEUS AOS ANJOS E AOS SERES HUMANOS.
Assim sendo, o Livre-arbítrio ou livre-alvedrio são expressões que denotam a vontade livre de escolha de cada ser humano, que corresponde às suas própria decisões conforme nos ensina a Bíblia Sagrada em Deuteronômio 30.19,20 que diz:
Deuteronômio 30
19 Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência,
20 Amando ao Senhor teu Deus, dando ouvidos à sua voz, e achegando-te a ele; pois ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; para que fiques na terra que o Senhor jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque, e a Jacó, que lhes havia de dar.
Igualmente, o livre-arbítrio é a capacidade de escolha autônoma realizada pela vontade humana.
Pois o livre-arbítrio também pode estar associado a uma crença religiosa, a uma ideologia, a um partido, ou a uma filosofia de vida, a qual defende que a pessoa tem o poder de decidir as suas ações e pensamentos segundo o seu próprio desejo, crença e/ou valores da vida antes de morrer (fisicamente falando), pois, após a morte, a vontade própria não mais atua no ser humano, cessando com a morte física onde tem início o destino eterno das escolhas feitas em vida e assim também entendemos que a vida do ser humano é feita de vontades e escolhas próprias que ele mesmo decidiu fazer, ou seja, em vida física, pois após a vida física, a vontade própria que exerci em vida e também as minhas ações, vão determinar o meu destino eterno como o resultado daquilo que fiz. Como por exemplo: Se morri amando vou continuar amando, se morri blasfemando vou continuar blasfemando sem me arrepender conforme Apocalipse 16.9-11, onde se encontra escrito que nenhum sofrimento vai contribuir para os seres humanos ímpios deixarem de blasfemar e se arrepender, pois se morreram odiando, vão continuar odiando, pois a morte física não provoca mudança em nosso interior, mas essa mudança somente ocorre em vida conforme minha vontade própria, minhas decisões próprias acontecendo em mim mesmo como o resultado final do meu livre arbítrio, pois seja em vida ou após a morte, todo ser humano dará conta de si mesmo a Deus conforme Romanos 14.12.
Dessa maneira, a pessoa que faz uma escolha livre, pode se basear numa análise relacionada ao meio ou não, e a escolha que é feita pelo agente, pode resultar em ações para beneficiá-lo ou não.
Portanto, as ações resultantes das suas decisões são subordinadas somente à vontade consciente do agente, foi por isso mesmo que Deus criou Anjos e seres humanos com consciência ou com um tribunal em si mesmos para que todos sejam indesculpáveis pelos seus atos, e assim, nós mesmos somos favorecidos ou condenados pelas nossas palavras e atos, conforme Romanos 2.14-16 que diz:
14 Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei;
15 Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os;
16 No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho.
Assim sendo, o livre-arbítrio é a capacidade humana de pensar e tomar decisões por si próprio, pois a liberdade de escolha tanto de Anjos como de seres humanos, é vista conforme a Bíblia Sagrada como um dom ou atributo divino, mas também com uma grande responsabilidade pessoal, quando cada um fica responsável por si mesmo.
1 O TRIBUNAL DA CONSCIÊNCIA SOBRE OS ANJOS E OS SERES HUMANOS.
Portanto, como já foi dito, cada um é responsável diante de si mesmo e também diante de Deus, e conforme Romanos 1. 19.20 assim está escrito:
19 Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou.
20 Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; (adjetivo de algo imperdoável que não pode ser perdoado significando também algo obrigatório que não pode ser dispensado ou recusado).
Assim sendo, o tribunal da consciência é o juízo pessoal que Deus estabeleceu na mente de cada ser humano aprovando ou reprovando as suas palavras, os seus pensamentos, e os seus sentimentos e finalmente os seus atos.
Portanto, quando a mente do ser humano começa e discernir entre o bem e o mal, recusando um e aceitando o outro, nesse momento, definitivamente na mente do ser humano, é estabelecido o tribunal da consciência colocando um fim definitivo na inocência humana.
Discernimento espiritual e moral de acordo com a Bíblia Sagrada.
Portanto, existem alguns princípios estabelecidos por Deus em sua palavra, os quais são universais como: os dez mandamentos, que se resume em amar a Deus sobre todas as coisas e ao seu próximo como a si mesmo, que se traduz em não fazer para o seu próximo aquilo que você nunca desejaria alguém fizesse para você, pois tudo o que viemos pensar sentir ou fazer, está aliado ao bem ou ao mal.
Nesse aspecto, Deus é a essência do bem e em contrapartida Satanás é a essência do mal e assim através do nosso livre arbítrio, escolha e vontade própria, podemos livremente escolher a quê e a quem devemos viver alinhados, sabendo que o nosso livre arbítrio vai também determinar o nosso próprio destino.
O livre arbítrio Conforme a Perspectiva Científica.
De acordo com a Neurociência e o Determinismo, bem como a fatalidade, a fatalidade refere-se a um acontecimento imprevisível e inevitável, geralmente de natureza trágica ou desastrosa, já o determinismo se entende como consequências inevitáveis por causas anteriores, em outras palavras, significa que ninguém nesse mundo está livre do mal, ou seja, do dia mal em sua vida, que não pode nos atingir com o bem.
E assim sendo, entendemos que a fatalidade não foi causada por nós mesmos, mas apenas é o resultado da ação de alguém que nos atingiu, ou para o bem, ou para o mal, mas pode ser modificado ou alterado pela nossa própria vontade ou decisão própria, não sendo portanto, um destino causado por nós mesmos, pois o resultado do destino causado por nós mesmos somente se manifesta após a morte também em nós mesmos, e assim a causa e o efeito final somente vai atingir a nós mesmos.
Para entender o conceito por completo, confira os seus significados práticos:
Muitas vezes, a palavra é utilizada para descrever um acidente grave, que quando provocado por você mesmo, é descuido mas por outra pessoa que veio lhe atingir, é apenas o resultado das consequências adversas de apenas um momento e não uma continuação de um resultado consciente, como uma catástrofe ou a perda de vidas humanas (por exemplo, em contextos de saúde ou segurança no trabalho) sendo algo que aconteceu sem primeiro ter sido programado com a consciência e a vontade própria.
CONCLUSÃO: Existem três vontades que regem a criação: a vontade de Deus, a vontade do ser humano e a vontade de Satanás, sendo que o livre arbítrio, a escolha e a vontade própria, estão relacionados individualmente a cada ser humano, levando cada um a ser responsável diante de si mesmo, diante de Deus e ainda do próprio Satanás por tudo o que faz, mas também diante de seu semelhante.
Pastor João Viana.


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