SOMBRA: TIPO E ANTÍTIPO NA BÍBLIA SAGRADA

Pr. João Viana
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SOMBRA: TIPO E  ANTÍTIPO NA BÍBLIA SAGRADA


INTRODUÇÃO: Conforme a Bíblia Sagrada, tipo é uma pessoa, evento, objeto ou cerimônia do Antigo Testamento que atua como uma "sombra" ou prenúncio profético. 


Portanto, o tipo como sombra temos:


Sombras

A palavra sombra também vem dos escritos de Paulo, um exemplo dos quais é Colossenses 2:16-17: 

“Portanto, não deixem que ninguém os julgue pelo que vocês comem ou bebem, ou por causa dos dias de festa, da lua nova ou do sábado. 

Essas coisas são sombra das que estavam por vir; a realidade, porém, encontra-se em Cristo.” 

Portanto, uma sombra é basicamente o mesmo que um tipo, pois representa uma entidade do Antigo Testamento que prefigura uma verdade no Novo Testamento.

Assim sendo, quando iluminado por trás através do sol, um corpo ou um objeto projeta uma longa sombra da realidade, apenas isso.

Dessa maneira, ao observar essa sombra, podemos ver apenas a forma básica do objeto, nada mais, e assim são aqueles que requerem se justificar diante de Deus pela lei, não sabendo eles que estão querendo se justificar apenas através de sombras e não da realidade da sombra.

Diante do exposto, podemos viver na sombra ou no sol; na realidade ou no reflexo, pois ao observar essa sombra podemos ver apenas o reflexo da realidade e não a própria realidade, pois a sombra aponta apenas para o que está diante da realidade. 

À vista disso, a sombra no livro de Hebreus refere-se aos ritos, ao tabernáculo e ao sacerdote do Antigo Testamento.

Desse jeito, eles eram apenas um esboço ou um reflexo provisório da realidade futura e definitiva que se chama Jesus Cristo, o qual se manifestou na nova aliança com o seu ministério expiatório conforme se encontra escrito.

Os principais aspectos abordados na carta sobre esse tema incluem:

SOMBRA VS. IMAGEM EXATA. Portanto, a lei tinha apenas  a função de “sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas”  conforme visto em Hebreus. 10.1-17 que diz:

Hebreus 10


1 Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem a cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam.

2 Doutra maneira, teriam deixado de se oferecer, porque, purificados uma vez os ministrantes, nunca mais teriam consciência de pecado.

3 Nesses sacrifícios, porém, cada ano se faz comemoração dos pecados,

4 Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados.

5 Por isso, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, mas corpo me preparaste;

6 Holocaustos e oblações pelo pecado não te agradaram.

7 Então disse: Eis aqui venho (no princípio do livro está escrito de mim), para fazer, ó Deus, a tua vontade.

8 Como acima diz: Sacrifício e oferta, e holocaustos e oblações pelo pecado não quiseste, nem te agradaram (os quais se oferecem segundo a lei).

9 Então disse: Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, para estabelecer o segundo.

10 Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez.

11 E assim todo o sacerdote aparece cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar os pecados;

12 Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus,

13 Daqui em diante esperando até que os seus inimigos sejam postos por escabelo de seus pés.

14 Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados.

15 E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque depois de haver dito:

16 Esta é a aliança que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, e as escreverei em seus entendimentos; acrescenta:

17 E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades.


Portanto, os sacrifícios de animais eram repetitivos e incapazes de apagar pecados permanentemente.


Em vista disso, o tabernáculo terreno, o templo e os levitas serviam de “exemplares e sombras das coisas celestiais”  conforme Hebreus 8. 1-13 que diz: 


Hebreus


1 Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade,

2 Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem.

3 Porque todo o sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; por isso era necessário que este também tivesse alguma coisa que oferecer.

4 Ora, se ele estivesse na terra, nem tampouco sacerdote seria, havendo ainda sacerdotes que oferecem dons segundo a lei,

5 Os quais servem de exemplo e sombra das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que no monte se te mostrou.

6 Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de uma melhor aliança que está confirmada em melhores promessas.

7 Porque, se aquela primeira fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para a segunda.

8 Porque, repreendendo-os, lhes diz: Eis que virão dias, diz o Senhor, em que com a casa de Israel e com a casa de Judá estabelecerei uma nova aliança,

9 Não segundo a aliança que fiz com seus pais no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; como não permaneceram naquela minha aliança, eu para eles não atentei, diz o Senhor.

10 Porque esta é a aliança que depois daqueles dias farei com a casa de Israel, diz o Senhor; porei as minhas leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por Deus, e eles me serão por povo;

11 E não ensinará cada um a seu próximo, nem a cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior.

12 Porque serei misericordioso para com suas iniquidades, e de seus pecados e de suas iniquidades não me lembrarei mais.

13 Dizendo Nova aliança, envelheceu a primeira. Ora, o que foi tornado velho, e se envelhece, perto está de acabar.


Portanto, o tabernáculo com seus móveis foram feitos como cópias do modelo celestial original e funcionava como uma representação de ensino pois como sombra das coisas futuras tudo veio a se cumprir na pessoa de jesus Cristo que colocou um fim na dispensação da lei e deu início à dispensação da graça, conforme João 1.17, pois conforme Romanos 10.4, o fim da lei é Jesus Cristo para justiça de todo aquele que crê e assim com a sua chegada, Ele colocou o fim na lei de Moisés, pois quando o corpo real se manifesta a sombra perde sua utilidade e propósito.


1º) - O sacerdócio de Jesus Cristo, encaixado como sombra do sacerdócio de Melquisedeque.


Portanto, o sacerdócio de Melquisedeque serve como uma "sombra" ou prefiguração perfeita de Jesus Cristo, conforme detalhado na Epístola aos Hebreus. 

Sendo assim, Ele representa um sacerdócio celestial, eterno e independente de linhagem genealógica, estabelecendo Cristo como o único e perfeito Sumo Sacerdote. 

Dessa maneira, o encaixe entre Melquisedeque e Jesus Cristo baseia-se em paralelos teológicos essenciais: 

Realeza e Justiça: O nome Melquisedeque significa "Rei de Justiça", e ele era rei de Salém, que significa "Rei de Paz". 

Sendo assim, Jesus Cristo é o comprimento máximo desses títulos como o Rei dos reis e a nossa própria paz e justiça. 

Autoridade sem Genealogia: Diferente dos sacerdotes levitas, que precisavam comprovar sua linhagem, Melquisedeque é apresentado sem registro de pai, mãe ou fim de vida. 

Portanto, isso é uma sombra da natureza divina, sem princípio de dias nem fim de vida, ou Jesus Cristo. 

Mediador Superior: No encontro com Abraão, Melquisedeque abençoou o patriarca e recebeu os seus dízimos. 

Como o autor de Hebreus argumenta, isso prova que essa ordem é superior à ordem Levítica. 

Sacerdócio Eterno: O Salmo 110:4 profetiza que o Messias seria "sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque"

Enquanto os sacerdotes do Antigo Testamento morriam e precisavam ser substituídos, Jesus vive para sempre, oferecendo um sacrifício único e perfeito de uma vez por todas. 

2º) - O SIGNIFICADO DA PALAVRA TIPO.


Portanto, a palavra " tipo" é um termo teológico retirado diretamente do grego, usado por Paulo em 1 Coríntios 10:11: 

"Essas coisas aconteceram a eles como exemplos e foram escritas como advertência para nós, para quem já chegou ao cumprimento dos tempos". 

Assim  sendo, a palavra traduzida como " exemplos " na NVI é o termo grego " tupos" , que significa literalmente " tipo "

Dessa maneira, o Dicionário Bíblico de Easton a define como "...um 'modelo', 'padrão' ou 'molde' no qual argila ou cera era prensada, para que pudesse assumir a figura ou forma exata do molde. 

Assim sendo, a palavra 'tipo' geralmente é usada para denotar uma semelhança entre algo presente e algo futuro... Portanto, as coisas do Antigo Testamento que serviram como "modelo" ou "padrão" para as coisas do Novo Testamento seriam consideradas tipos . Esses exemplos poderiam ser:

Tipos pessoais, nos quais a vida e as experiências de uma pessoa exemplificam uma verdade do Novo Testamento.

Portanto, no sentido de ser um padrão, um tipo dos fieis a ser seguido a Bíblia Sagrada nos ensina o seguinte:

O termo "padrão dos fiéis" refere-se à famosa exortação do apóstolo Paulo ao jovem pastor Timóteo (1 Timóteo 4:12). 

O texto desafia o cristão a ser um modelo de conduta, inspirando a comunidade por meio de cinco áreas essenciais: palavra, procedimento, amor, fé e pureza. 

A expressão resume o ideal de coerência e testemunho de vida que todo cristão é chamado a manifestar, indo muito além das obrigações religiosas. 

Os Cinco Pilares do Padrão dos Fiéis

Com base na instrução bíblica, o padrão é moldado em aspectos práticos e espirituais do dia-a-dia:

Na Palavra: Ter um discurso edificante, verdadeiro e fundamentado nas Escrituras, usando as palavras para abençoar, ensinar e testemunhar. 

No Procedimento: É o estilo de vida. Significa ter uma conduta íntegra, demonstrando o caráter cristão em casa, no trabalho, nas redes sociais e nas decisões diárias. 

No Amor: Agir com compaixão, empatia e serviço abnegado ao próximo, refletindo o amor de Cristo em todas as relações. 

Na Fé: Demonstrar confiança inabalável em Deus e fidelidade aos propósitos divinos, especialmente nos momentos de adversidade. 

Na Pureza: Viver em retidão e santidade, mantendo os pensamentos, intenções e ações alinhados aos princípios cristãos. 

Tipos históricos: em que um evento histórico prenuncia uma verdade do Novo Testamento.

3º) - ANTÍTIPO NA BÍBLIA SAGRADA.


Conforme nos ensina a santa e infalível palavra de Deus,  antítipo é o cumprimento, a realidade maior e definitiva no Novo Testamento para a qual o tipo apontava. 

Como Identificar

A tipologia vai muito além de uma simples comparação; ela é um método de ensino intencional de Deus registrado nas Escrituras. 

Os tipos podem ser divididos nestas categorias: 

Pessoais: Indivíduos cujas vidas ou atitudes prefiguram Jesus ou retratam ensinos do evangelho.

Rituais: Cerimônias e instituições da Lei Mosaica, como o sistema de sacrifícios e o tabernáculo.

Históricos / Coletivos: Acontecimentos com o povo de Israel que assinalam verdades espirituais ou a Igreja.

Exemplos Clássicos na Bíblia

Para visualizar esse conceito, o Novo Testamento frequentemente revela como as sombras do passado encontram sua realidade em Cristo: 

O Cordeiro Pascal vs. Cristo: No Antigo Testamento, o cordeiro sacrificado na Páscoa sem defeito físico servia como um tipo. O antítipo é Jesus Cristo, chamado de o "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (João 1:29)

A Serpente de Metal vs. Crucificação: Quando Moisés levantou uma serpente de bronze no deserto para curar o povo (Números 21:9), era um tipo da salvação. Jesus usou isso como antítipo de sua própria morte na cruz para trazer vida eterna (João 3:14-15). 

O Profeta Jonas vs. A ressurreição: Jonas passar três dias e três noites no ventre do grande peixe (Jonas 1:17)  prefigura o tempo que Jesus passaria sepultado, antes de ressuscitar (Mateus 12:40). 

O Sumo Sacerdote vs. Nosso Mediador: O sumo sacerdote judeu, que entrava no Santo dos Santos uma vez ao ano, era um tipo. Jesus, como sumo sacerdote perfeito, é o antítipo que abriu o caminho direto para a presença de Deus (Hebreus 9:11-12). 

Fases do Antítipo

Na teologia bíblica, o cumprimento antitípico de um tipo se desdobra em três grandes dimensões:

Cristológica: Focada na pessoa e na obra de Jesus Cristo.

Eclesiológica: A aplicação desse princípio na vida e experiência da Igreja cristã.

Escatologica: O desfecho ou a realidade plena no fim dos tempos. 

CONCLUSÃO: Aqui estão os principais personagens do Antigo Testamento que tipifica Jesus e os paralelos entre eles:

Adão: Conhecido como o "último Adão" (1 Coríntios 15:45)

Assim como o primeiro Adão trouxe o pecado e a morte ao mundo, Jesus (o segundo Adão) trouxe a vida, a graça e a redenção para a humanidade. 

Isaque: O filho amado e prometido. Assim como Abraão foi instruído a sacrificar seu próprio filho no Monte Moriá, Deus ofereceu a Seu Filho Unigênito. 

Isaque carregou a madeira para o próprio sacrifício, da mesma forma que Jesus carregou a cruz. 

Moisés: O libertador que guiou o povo da escravidão. Moisés foi um mediador entre Deus e o povo, um legislador e um profeta. 

Jesus é o Mediador da Nova Aliança, o Libertador do pecado e o Profeta supremo. 

José: O filho que foi traído por seus próprios irmãos, vendido como escravo, injustiçado, mas que acabou se tornando o salvador de sua família e do mundo da fome.

Ele prefigura Jesus, que foi traído, rejeitado, mas cuja morte trouxe salvação. 

As peças do Tabernáculo no Antigo Testamento são consideradas sombras e tipos perfeitos de Jesus Cristo. 

Cada elemento, desde os materiais de construção até os móveis sagrados, revela aspectos da Sua pessoa e da Sua obra redentora. 

Abaixo estão os principais componentes e como eles apontam para Cristo: 

1. O Altar do Holocausto (ou Altar de Bronze)

O que era: O local onde os sacrifícios de animais eram queimados.

Tipo de Jesus: Representa a cruz de Cristo e o Seu sacrifício perfeito. 

Assim como o cordeiro sem defeito era sacrificado ali, Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1:29). 

2. A Pia de Bronze (ou Lavatório)

O que era: Uma bacia com água onde os sacerdotes lavavam as mãos e os pés antes de ministrar.

Tipo de Jesus: Representa a purificação dos nossos pecados pelo sangue de Jesus. 

Aponta para a lavagem regeneradora e o constante perdão que Ele nos oferece (Efésios 5:26-27)

3. O Candelabro de Ouro (ou Menorá)

O que era: Um candelabro de ouro maciço com sete hastes, alimentado a azeite, que iluminava o Lugar Santo.

Tipo de Jesus: Representa Cristo como a Luz do Mundo (João 8:12)

Ele é a única fonte de iluminação espiritual e divina para a humanidade. 

4. A Mesa dos Pães da Proposição

O que era: Uma mesa de madeira de acácia revestida de ouro, onde ficavam doze pães que eram renovados semanalmente.

Tipo de Jesus: Aponta para Jesus como o Pão da Vida (João 6:35), que nutre espiritualmente a Sua Igreja e é a nossa provisão diária. 

5. O Altar do Incenso

O que era: Um altar menor localizado diante do véu, onde o sacerdote queimava incenso aromático continuamente.

Tipo de Jesus: Representa o ministério de intercessão de Cristo.

Assim como a fumaça do incenso subia continuamente a Deus, Jesus vive para interceder por nós diante do Pai (Hebreus 7:25). 

6. O Véu

O que era: Uma cortina espessa que separava o Lugar Santo do Lugar Santíssimo (a presença de Deus).

Tipo de Jesus: Representa o corpo de Cristo (Hebreus 10:20)

No exato momento em que Jesus morreu na cruz, o véu do templo foi rasgado de alto a baixo, simbolizando que agora temos livre e direto acesso a Deus através dEle. 

7. A Arca da Aliança

O que era: O móvel mais sagrado, feito de madeira de acácia e ouro puro. Guardava as tábuas da Lei, o maná e a vara de Arão.

Tipo de Jesus: É a representação máxima da presença de Deus entre os homens. A tampa da Arca era chamada de propiciatório, simbolizando que Cristo é o nosso propiciatório — a base onde a justiça e a misericórdia de Deus se encontram. 

Para aprofundar seu conhecimento sobre o assunto, recomendo explorar os materiais detalhados sobre o Significado de Cada Elemento do Tabernáculo ou conferir os paralelos espirituais no estudo do Tabernáculo e Jesus.

No Tabernáculo, o ouro, a prata e o bronze não eram meros materiais de construção, mas símbolos ricos que prefiguravam diferentes aspectos da pessoa e da obra de Jesus Cristo. Cada metal revela uma faceta do ministério de Cristo para a humanidade: 

Ouro (Divindade e Glória): Representa a natureza celestial, a pureza absoluta e a glória de Deus. 

Como Cristo é Deus, os utensílios mais próximos da presença divina no Tabernáculo (como a Arca da Aliança e o propiciatório) eram revestidos de ouro. 

Prata (Redenção): Simboliza o resgate e o preço pago pela salvação. 

No Antigo Testamento, a prata era usada como moeda de resgate. As bases das colunas do Tabernáculo eram feitas de prata, mostrando que a redenção de Cristo é o fundamento sólido da igreja. 

Bronze (Julgamento e Sacrifício): Representa a resistência ao fogo, o juízo sobre o pecado e a humanidade de Cristo suportando a ira de Deus em nosso lugar. 

No Tabernáculo de Moisés, cada cor, tecido e material foi projetado divinamente para simbolizar a pessoa e a obra redentora de Jesus Cristo. 

Juntos, eles formam uma "sombra" dos bens vindouros, revelando o Messias em Suas naturezas divina e humana, e em Seus ofícios.

As cores, tecidos e materiais refletem Jesus Cristo de forma profunda:

As Quatro Cores Principais

Presentes no portão de entrada, nas cortinas internas e no Véu:

Azul (Estofo Azul): Aponta para a origem celestial de Cristo e Sua divindade. Representa o Senhor descendo dos céus.

Púrpura: Simboliza a realeza. Apresenta Jesus como o "Rei dos reis" e Senhor, um título e autoridade imutáveis.

Carmesim (ou Escarlate): Representa o sofrimento e a humanidade de Cristo.

Relaciona-se com o Seu sangue derramado na cruz para remissão dos pecados.

Linho Fino (Branco): Tipifica a pureza, justiça e santidade de Jesus, o homem perfeito e sem pecado. 

Os Tecidos e Materiais

A estrutura e o revestimento do santuário também são representações proféticas:

Linho Torcido Branco: Utilizado na confecção das cortinas internas, representando a perfeita e imaculada justiça de Cristo. 

Madeira de Acácia: Madeira incorruptível e resistente, retirada de terra seca. 

Representa a humanidade incorruptível de Jesus, que cresceu em um mundo espiritualmente seco.

Ouro: Símbolo da divindade, glória e pureza. 

Revestia a Arca da Aliança e os móveis do Lugar Santo, representando a natureza divina de Cristo. 

Bronze: Representa o juízo e a justiça de Deus. É visto no altar de holocaustos e na pia, simbolizando que Cristo suportou o juízo pelos nossos pecados. 

Pastor João Augusto Viana Neto.


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