VENCENDO A SI MESMO E NEGANDO A SI MESMO

Pr. João Viana
By - Pr. João Viana
0

VENCENDO A SI MESMO E NEGANDO A SI MESMO



INTRODUÇÃO: Portanto, vencer e negar a si mesmo são conceitos fundamentais do cristianismo, ensinado também na filosofia “estoica/humanista” "vencer e negar a si mesmo", significa dominar os impulsos irracionais, emoções destrutivas e desejos egoístas do “Eu” inferior, ou o "ego" para alinhar a nossa própria vontade à razão e à fé, buscando a virtude e a tranquilidade interior (ataraxia), não sendo uma negação da própria existência, mas sim uma lapidação do caráter para eliminar sabotadores internos, como medos, raiva e pensamentos e desejos impuros, que de acordo os ensinamentos da Bíblia Sagrada, Vencer a si mesmo, é um processo contínuo de renúncia à própria vontade da nossa natureza carnal pecaminosa, e dos nossos atos que não estão em conformidade com a vontade de Deus em nossa vida, guiados pelo Espírito Santo, não sendo apenas uma força de vontade meramente humana, mas ter uma vida pautada na submissão e obediência a Deus, através de seus mandamentos.


Assim sendo, o evangelho de Jesus Cristo consiste em negar a si mesmo e tomar a sua cruz para depois seguir a Ele, conforme Lucas 9.23-26 nos trazendo o seguinte ensinamento:


E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim (decisão própria), negue-se a si mesmo, e tome cada dia a tua cruz, e sigam-me.


Porque qualquer que quiser salvar a sua vida (decisão própria) perdê-la-â (para o mundo e para o pecado); mas qualquer que por amor de mim, perder a sua vida a salvará (que funciona assim: Não vou mais fazer isso, pois isso desagrada a pessoa de Jesus Cristo, a quem eu sirvo -Grifo).


Porque que aproveita ao homem granjear o mundo todo, perdendo-se ou prejudicando-se a si mesmo?


Porque qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na do Pai de dos santos anjos.


Assim sendo, a vida de todo cristão deve ser declarada por ele mesmo sobre “quem ele é e a quem serve”, pois a renúncia em nossa vida é sobre tudo aquilo que não agrada a Deus, a Jesus Cristo, ao Espírito Santo, sendo um ato exclusivamente nosso e de mais ninguém, visto que, conforme Romanos 14.12, cada um de nós, dará conta de si mesmo a Deus, e por essa razão devemos diariamente abandonar em nossa vida, tudo o que não agrada a Deus, como nossos desejos pecaminosos, egoístas e avarentos, tanto que ainda de acordo Efésios 5.5,a avareza, e idolatria, que os tais praticam não vão ter herança no Reino de Cristo, nem o Reino de Deus. 


Portanto, vencer a si mesmo, de acordo com os ensinamentos da Bíblia, consiste em um processo contínuo em nossa vida de renunciar a nossa própria vontade (egoísta e da nossa natureza carnal pecaminosa) e viver em conformidade com a vontade de Deus, guiado pelo Espírito Santo, e não vivendo sob orientações dia após dia, através de sonhos, nem por profecias ou revelações mais pela infalível e imutável palavra de Deus, conforme somos ensinados em Jeremias 23.28-32; Isaías 8.19-22, onde te aconselho, para o bem da sua própria alma, que você deve ler com muita atenção esses versículos, para não viver enganado pois Jesus Cristo afirmou que para alguém segui-lo, primeiro deve "negar a si mesmo, tomar a cada dia a sua cruz e segui-lo"  conforme Lucas 9:23, pois essa renúncia diária em nossa vida, não é um ato único, mas uma postura diária de abandonar desejos pecaminosos e egoístas para servir a Jesus Cristo, que significa ter uma vida de completa submissão a Jesus Cristo obedecendo e praticando a sua palavra dia após dia, e colocando a vontade de Deus em nossas vidas acima de todos os nossos próprios interesses, prazeres e confortos de nossa existência, aplicando em nós mesmos o verdadeiro significado de amar a Deus sobre todas as coisas.


Sendo assim, conforme Gálatas 5.22, um dos frutos do Espírito Santo que age na vida do cristão é o domínio próprio, levando o cristão a exercer o controle sobre seus impulsos pecaminosos emocionais e ainda sobre os desejos pecaminosos de sua mente, e das emoções da sua alma, que se manifestam em seu corpo, não sendo apenas uma mera capacidade física, mental e emocional, o domínio próprio


Portanto, o fruto do Espírito Santo, agindo na vida do cristão capacita-o a vencer a carne pelo Espírito, (Gálatas 5:17) onde diz que a nossa natureza pecaminosa luta contra o Espírito Santo que habita em nós, e nos capacita a  vencer a nós mesmos diariamente "andando no Espírito", que enfraquece os nossos desejos carnais.


Dessa maneira, a Inteligência emocional bíblica, significa dominar os próprios sentimentos, como raiva e ira, desejos carnais pecaminosos, como a prostituição, o adultério, agindo com a mente de Cristo em vez de reagir impulsivamente através da nossa natureza carnal pecaminososa pois a Biblia Sagrada em Romanos 8.8 diz que aqueles que estão na carne não podem agradar a Deus. 


Diante do exposto, o apóstolo Paulo nos ensina sobre a mortificação dos desejos pecaminosos da nossa natureza carnal, em Romanos 8.3-7 que diz:

Porquanto, o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne,

para que a justiça se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.

Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito, para as coisas do Espírito.

Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.

Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser.

Portanto, a mortificação da carne e da mente deve ser um exercício diário do cristão, renovando a sua mente com a leitura diária da Bíblia Sagrada, através da oração, mudando a sua forma de pensar e alinhando a sua  mente com a palavra de Deus, conforme Romanos 12.2, e fugindo ainda de toda forma de tentação dos olhos, ouvidos, da boca, das mãos e dos pés, cuidando de si mesmo cada dia, reconhecendo ainda as próprias fraquezas, evitando situações que levam ao pecado, “fugindo de toda a aparência do mal”, vencendo sempre o mal com o bem, pois a nossa verdadeira vitória vai se refletir sobre nós mesmos na forma como tratamos os outros, superando o orgulho, o rancor e o egoísmo, pois (Romanos 12:21) diz:  "Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem." 

Sendo assim, liberando em nossa vida, sempre o perdão por ser uma forma de vencer a nossa própria amargura e ira. 

Portanto, vencer  a si mesmo é totalmente impossível somente através de nossas forças e recursos humanos sem a dependência de Deus em uma vida de estudo da Bíblia e da oração ,pois a nossa força provém do criador e não de nós mesmos, pois Jesus Cristo já nos falou: Sem mim nada podeis fazer (João.15.5).

Dessa maneira (Filipenses 4:13)  nos dar as seguinte receita para vencer dizendo: "Posso todas as coisas naquele que me fortalece." e em (Mateus.26.41) somos ensinados por Jesus Cristo a “vigiar e orar para que não venhamos cair em tentação”.

Assim sendo, vencer a si mesmo na Bíblia é morrer para o "Eu" (egoísmo, orgulho, concupiscência da carne) para que Cristo viva em você (Gálatas 2:20), pois a  pessoa que se domina é descrita como alguém forte, melhor que um conquistador de cidades (Provérbios 16:32).


Portanto, por amor a Jesus Cristo, devemos renunciar diariamente tudo aquilo que não lhe agrada como pensamentos, palavras e atos, como nossos desejos pecaminosos e egoístas, buscando sempre  a perfeita vontade de Deus para a nossa vida acima dos nossos interesses, prazeres e confortos.   


Assim sendo, a Bíblia Sagrada nos ensina que o controle sobre impulsos, emoções e desejos (domínio próprio) é um "fruto do Espírito" (Gálatas 5:22-23), não uma mera capacidade humana.


Dessa maneira, através da atuação do fruto do Espírito em nossa vida, nós vencemos os desejos pecaminosos da nossa natureza carnal, pois vencer a si mesmo, significa andar e viver no Espírito, para enfraquecer os nossos desejos carnais, nos capacitando a agir em todos os sentidos da nossa vida com equilíbrio e moderação, e não agir por impulso ou por emoções.


Diante do exposto, vencer a si mesmo, é reconhecer que nem todo o pensamento ou sentimento que se manifesta dentro de nós precisa se obedecido, e isso acontece, quando treinamos a nossa mente, e o nossos sentimentos em analisar todas as coisas antes de agir, pois o homem sábio e equilibrado primeiro pensa e depois age; primeiro pensa e depois fala, pois vencer a si mesmo não significa querer controlar o mundo exterior e tudo aquilo que nos cerca, mas controlar a nós mesmos, pois a verdadeira força não está em controlar o mundo exterior mas controlar a nossas próprias reações e pensamentos, palavras e ações que se encontram em nosso controle trazendo o significado de domínio próprio, pois o objetivo final, não é nós nos preocuparmos em querer controlar os outros, mas controlar a nós mesmos, e nem tampouco vencer os outros mas vencer a nós mesmos, nas fraquezas, na inveja, na preguiça, na ira, na falta do exercício do amor começando com a nossa família, a fim de vivermos uma vida justa e digna.


1º) - VENCER E NEGAR A SI MESMO NO ESTOICISMO E NO HUMANISMO.


Portanto, a filosofia também aborda essas qualidades inerentes aos seres humanos, como controlar seus sentimentos para não viver uma vida de razão, nem de puras paixões da alma e das nossas emoções, que muitas vezes se manifestam de uma forma violenta e irracional, nos perturbando e ainda tirando a nossa  paz, pois a Bíblia Sagrada também diz que a ira do ser humano, não promove a justiça de Deus (Tiago 1.20) e sendo assim, esse ensinamento enfatiza que reações impulsivas, raiva e desejo de vingança pessoal não resultam no comportamento justo e santo que Deus deseja para o ser humano pois a ira humana é frequentemente egoísta e impulsionada por ressentimento ou autodefesa, enquanto a justiça de Deus é perfeita, imparcial e baseada no amor, pois o texto incentiva a entrega das causas nas mãos de Deus, o "Justo Juiz", em vez de tentar fazer justiça pelas próprias mãos, pois, Tiago 1:19-21 instrui as pessoas a serem "prontas para ouvir, tardias para falar e tardias para se irar", sugerindo que a calma e a mansidão, e não a raiva, e a ira, vão permitir que a "palavra implantada" transforme o coração, mas a ira mencionada que não produz a justiça de Deus é aquela que leva ao desejo de agredir, ao ódio e à mágoa (referida em algumas tradições como a ira thumos, ou "fervente"), que ainda de acordo a Bíblia, o coração do ser humano deve ferver apenas pelo efeito de boas palavras (Salmo 45.1), pois o texto de Tiago ainda nos ensina que a justiça de Deus não é alcançada através de meios humanos inflamados, mas através da mansidão, da obediência e da confiança no agir de Deus em nossa vida, pois segundo a filosofia do estoicismo/humanismo "paixões" (paixões da alma) são emoções violentas e irracionais que perturbam a paz, pois negar a si mesmo é recusar ser escravo dessas paixões, como o medo da morte ou a ganância, que significa abandonar a fixação no passado e a ansiedade pelo futuro, concentrando toda a energia na ação presente, na justiça e na piedade e acima de tudo na confiança em Deus - Grifo, pois não se deixar levar pelo "vento das opiniões de fora" — opiniões das pessoas querendo guiar a nossa vida, modas ilusórias e passageiras de julgamentos alheios, pois as perspectivas do humanismo e da filosofia estoica consiste em viver com razão e lucidez, sendo essa uma das principais ferramentas de uma vida bem sucedida, para entender o mundo e ainda eliminando toda maldade da própria vida, sofrimentos desnecessários, pois cuidar de si mesmo, que também está de acordo com o ensinamento da Bíblia, e não cuidar dos outros, também está relacionado a autonegação, sendo paradoxalmente uma forma de exercer o “cuidado de si mesmo” para melhorar cada dia o seu caráter, e também a construção mais forte dos relacionamentos humanos, sem negligenciar o seu relacionamento diário com Deus, Senhor da vida, pois ao vencer interiormente os nossos desejos pecaminosos, deixamos também de sermos escravos de nós mesmos, internamente falando, e passamos a ser realmente uma pessoa, externamente falando, livres pois no estoicismo vencer e negar a si mesmo sendo um processo de abandonar o eu fraco, impulsivo e egoísta para alcançar a tranquilidade e a virtude, agindo de forma racional e justa no presente, que também está de acordo com o ensinamento Bíblico, que não significa desprezar a própria existência, mas renunciar ao egoísmo, às paixões carnais, à vontade própria e à tendência ao pecado, sendo essa uma decisão diária, pois Jesus Cristo afirmou que "se alguém quer ser meu seguidor, negue a si mesmo, tome diariamente sua cruz e siga-me" (Lucas 9:23), pois a verdadeira ação do verdadeiro cristão, consiste sempre em dizer:  "não" ao eu e "sim" à vontade de Deus, permitindo que Cristo viva na pessoa que também envolve sacrificios e certos confortos, sacrificando certo interesses pessoais por amor a Jesus Cristo sempre perguntado para si mesmo: O que Jesus Cristo faria em meu lugar, e isso nos leva também muitas vezes a agir contra nossa própria vontade, que é boa para nossa carne, mas é  pecaminosa contra Deus.


Assim sendo, para vencer a si mesmo, é necessário ter uma vida de superação e disciplina, vencendo a cada dia nossos conflitos internos, como superar os desejos pecaminosos da nossa mente e da nossa natureza carnal para que o fruto do Espírito Santo venha prevalecer dentro de nós, pois o trabalho interior que se realiza em cada um de nós mesmos, constitui-se em uma batalha permanente das nossas inclinações contra tudo que é mal que existe dentro de nós mesmos, nos levando diariamente a morrer para nós mesmos o “Eu” e  viver para Cristo como dizia o apóstolo Paulo que a vida que agora ele vivia na carne, mas vive para Jesus Cristo, o Filho de Deus que o amou e se entregou a si mesmo por ele, (Gálatas 2.20).


CONCLUSÃO: Portanto, tudo o que acabamos de aprender em nossa vida interior, se refere a um processo de crescimento em todos os nossos sentidos, nos tornando em pessoas melhores dentro da perspectiva espiritual, fortalece ainda nossas vidas contra as tentações, pois o Espírito Santo nos auxilia em uma vida de submissão a Deus, nos levando a renunciar o nosso próprio “Ego”, sendo essa a nossa maior dificuldade em abrir mão do nosso prestígio próprio, dos elogios humanos, da nossa boa fama da nossa vaidade que nos leva a pensar que somos alguma coisa, quando a Bíblia nos ensina que não somos nada e que toda a nossa suficiência vem de Deus e não de nós mesmos, pois Jesus Cristo nos ensina a tomar cada dia a nossa cruz e segui-lo, renunciando a cada dia a nossa própria vontade, para em tudo fazermos a vontade de Deus tanto na terra como no céu conforme Mateus 6.10.


Assim sendo, negar a si mesmo significa alinhar a nossa vida de acordo com a soberana vontade do criador, vencendo a inclinação natural para o pecado, para a satisfação própria e para todo o mal. 


Pastor João Augusto Viana Neto.


Postar um comentário

0Comentários

Entre em contato com o Pastor João Viana através do e-mail: vianapastorjoao@gmail.com

Estou diariamente lendo as mensagens deixadas por vocês e orando por cada um.

Postar um comentário (0)