O CRISTÃO SEMELHANTE À UM COFRE, À UMA GAVETA OU À UM MUSEU

Pr. João Viana
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O CRISTÃO SEMELHANTE À UM COFRE, À UMA GAVETA OU À UM MUSEU



COMEÇO: Portanto, dentre as principais utilizações de um cofre, uma delas é guardar com segurança bens preciosos, como riquezas, dinheiro em espécie, joias e tesouros de um modo geral, e assim nesse aspecto, podemos nos comparar a um cofre de Deus, onde guardamos os seus tesouros conforme 2 Coríntios 4.7, mas também como uma gaveta, onde existe apenas uma coisa que não podemos engavetar, e ainda como um museu onde também não podemos edificar a nossa fé naquilo que aconteceu conosco da parte de Deus no passado, nos transformando em cristãos saudosistas ou em cristãos museus. 




 1º) - OS CRISTÃOS COMO DEPOSITÁRIOS DAS PROMESSAS DE DEUS.


Portanto, os cristãos como vasos ou como “cofres” que guardam os tesouros de Deus aqui na terra, sendo que esses tesouros não são nossos, mas são tesouros de Deus; se referem às riquezas espirituais, e à bens eternos incorruptíveis, não à bens naturais, corruptíveis, terrenos e passageiros.


Assim sendo, uma das missões da igreja de Jesus Cristo aqui na terra, é ser guardiã e também depositária como também proclamadora das “muitas formas da sabedoria de Deus, para ensinar anjos e homens”, conforme Efésios 3.8-13 que diz:


A mim o mínimo de todos os santos me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas incompreensíveis  de Cristo


e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que, desde os séculos, esteve oculto em Deus, que tudo criou;


Para que, agora pela igreja a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus,


segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus, nosso Senhor,


no qual temos ousadia e acesso com confiança, pela nossa fé nele.



Portanto, as riquezas que a igreja de Jesus Cristo na terra recebeu para enriquecer o mundo “não são as muitas formas de sabedoria humana perecíveis”, mas as muitas formas da sabedoria de Deus que vem do alto e não de aqui de baixo, a qual primeiramente é pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos da justiça, sem parcialidade e sem hipocrisia conforme Tiago 3.17, e  não a sabedoria terrena.


Conforme Efésios 3.8, “as riquezas incompreensíveis de Deus  que são anunciadas por meio do evangelho” não se referindo logicamente à sabedoria humana, que esteve oculta em Deus que tudo criou conforme o v.9.


Assim sendo, a palavra riquezas no Grego é anezichniastos, que se refere à revelação de Deus aos homens, através da igreja sobre o plano de salvação para a humanidade pela sua graça, nos dando um completo entendimento, através de Efésios 2.7;3.9 que diz:


Para mostrar nos séculos vindouros (nos mostrando que a igreja ia atravessar vários séculos ensinando anjos e homens a “multiforme (muitas formas)” da sabedoria de Deus) - (Efésios 3.10) as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus (2.v7)


e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que, desde os séculos, esteve oculto em Deus, que tudo criou (3.v.9).


Sendo assim, a mensagem genuína do evangelho ensinada através da  igreja para os anjos e para o mundo pecador, não se refere à aquisição de riquezas terrenas, mas se refere às riquezas espirituais e eternas e não materiais e terrenas, pois existe uma grande diferença entre a “sabedoria de Deus que vem do céu, com a sabedoria terrena que vem da terra”.


2º) - AS RIQUEZAS ESPIRITUAIS CONFORME A BÍBLIA SAGRADA.


Portanto, as riquezas espirituais na Bíblia Sagrada referem-se aos tesouros incorruptíveis vindo da parte de Deus para o ser humano, denominado de bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo (Efésios 1.4) e não bênçãos materiais que o falso evangelho prega, pois estas, de acordo Mateus 6.33, vem pra nossa vida, como acréscimo na medida em que buscamos em primeiro lugar em nossa vida, o reino de Deus e a sua justiça, superiores aos bens materiais como acúmulo de riquezas materiais que está sendo muito pregado através de um falso evangelho que não transforma a vida e o caráter de ninguém, sendo um falso evangelho sem cruz, sem Cristo, sem renúncia, sem esperança e sem santidade.


Dessa maneira, o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo, é um evangelho que nos leva a negar a nós mesmos a servir e sofrer por amor a Jesus Cristo, vivendo em santidade, apartado do mundo e das coisas pecaminosas, pois os tesouros incorruptíveis que Deus tem para ao Cristão, são bênçãos celestiais, como amor, alegria, paz, sabedoria, perdão dos pecados, salvação eterna, a presença constante do Pai, do Filho e do Espírito Santo em sua vida, a esperança firme da salvação, não um acúmulo de riquezas terrenas como também um acúmulo de muitos diplomas de sabedoria humana conduzindo a nossa mente cristã e o nosso sentimento em pensar e buscar as riquezas eternas e não buscar e pensar nas riquezas terrenas conforme nos ensina Colossenses 3.13


Dessa maneira, dentre os muitos tesouros que Deus tem para nos dar vindo do céu, podemos citar os dons espirituais, o fruto do Espírito Santo, a salvação eterna em Jesus Cristo, o amor de Deus que foi derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, a nossa herança eterna no Reino eterno de Deus na condição de filhos e herdeiros de Deus, sabedoria e conhecimento dos mistérios do que existe no céu, ainda como fé, esperança e amor e finalmente o maior manual de sabedoria que existe, ou seja o conhecimento da Bíblia Sagrada.


Portanto, os cristãos são considerados depositários das promessas de Deus, porque através da fé em Jesus Cristo, tornam-se herdeiros da aliança e participantes da natureza divina, tendo a mente de Cristo, e assim podendo compreender as coisas de Deus, onde as muitas promessas que existem em Deus para os cristãos, não se referem apenas a benefícios futuros, mas também as verdades presentes que sustentam a vida cristã, especialmente em tempos difíceis, no trazendo os seguintes significados, como já foi dito, a nossa herança em Cristo, onde a Bíblia nos ensina que todas as promessas de Deus têm o seu "sim" e também o seu "amém" em Jesus Cristo, e assim estar "em Cristo" é a condição necessária para recebermos essas bênçãos espirituais, pois diferente dos homens, Deus não mente mas cumpre o que promete, assegurando a sua presença constante em nossa vida até o fim, ainda libertando o cristão das coisas do mundo e do pecado,  ainda o  capacitando escapar da corrupção deste mundo e participar da natureza divina em sua vida. 


3º) - OS CRISTÃOS SEMELHANTES A UM COFRE.


Conforme, já foi visto Deus nos considera como um vaso onde ele guarda os seus tesouros, que aqui nessa mensagem usei os termo “cofre” pois além de sermos um “cofre” dos tesouros de Deus incluindo seus mistérios, ainda somos depositários das suas promessas conforme 2 Coríntios 1.20.


Portanto, todo o cristão na condição de “cofre, ou vaso dos tesouros de Deus”, existem muitas coisas em sua vida enviadas da parte de Deus através do Espírito Santo, que é apenas para ele guardar, como as sete cartas às igrejas do Apocalipse capítulos 2 e 3 trazem mensagens de Jesus Cristo que, embora endereçadas a congregações literais do primeiro século, contém exortações atemporais para todo cristão. 



Assim sendo, o conjunto dessas cartas enfatizam a necessidade dos cristãos viverem um amor fervoroso, fieis a Jesus Cristo em meio à toda provação, vivendo uma vida de pureza, afastados do pecado, do mundo e das coisas pecaminosas do mundo, observando em sua vida a retidão da doutrina e a santidade  de Deus com total vigilância, acompanhado da prática de boas obras que segundo Apocalipse 14.13, essas são as únicas coisas que vão nos acompanhar após a morte por toda a eternidade em forma de galardões.


Dessa maneira, conforme ficou registrado nas sete cartas de Jesus Cristo, enviadas às sete igreja no apocalipse, a primeira coisa que todo cristão deve guardar em seu “cofre” ou no seu coração, o tesouro de Deus, é o seu primeiro amor a Cristo que se manifesta em obras de amor e não apenas em rituais e ortodoxia frias de cultos, pois o nosso verdadeiro amor a Cristo não se manifesta apenas em palavras, mas em ação e obras, onde a nossa verdadeira fé aparecem aos homens, pois a nossa fé inabalável, nos capacita a sermos fieis a Jesus até a morte, como ocorria na igreja de Esmirna, apesar das perseguições, sofrimentos e pobreza material dos cristãos que não possuíam os tesouros da terra, como hoje ocorre na Coreia do norte, em países comunistas e mulçumanos onde os cristãos não tem nem o que comer, enquanto seus líderes malignos, ditadores à serviço de Satanás e do inferno se tornam cada vez mais ricos dos tesouros da terra, mas os verdadeiros cristãos permanecem fieis a Deus, acima de qualquer circunstâncias que eles estejam vivendo aqui na terra, pois sabem que a sua pátria e o seu tesouro está no céu e não nesse mundo, servindo ao seu Senhor Jesus Cristo, sem medo do que possa acontecer ao seu corpo, pois a sua esperança está firmada como uma ancôra na vida eterna e na coroa da vida.


Diante do exposto, a doutrina verdadeira de uma vida de pureza e santidade devia ser guardada pelas igrejas de Pérgamo e de Tiatira, pois quando a igreja guarda a sã doutrina, os venenos dos ensinamentos falsos vão perdendo o seu efeito pela farinha pura da palavra de Deus, como os ensinamentos falsos de Balaão, dos Nicolaítas e de Jezabel, os quais promoviam o veneno da idolatria, da imoralidade sexual, do sincretismo religioso, misturando a fé com o mundo, e assim sendo, a postura santa de um cristão vivendo separado da práticas pecaminosas do mundo, da cultura corrompida que exalta, não a Deus e a sua palavra, mas ao  pecado e a Satanás, o deus deste século, mas apegando-se cada vez mais as verdades da palavra de Deus, a Deus Pai, a Jesus Cristo e ao Espírito Santo, são os dos muitos tesouros que o cristão devem guardar em sua vida, “o cofre ou o vaso de Deus”.

Portanto, em continuação semelhante à igreja de Sardes, devemos viver sempre em vigilância, crescendo cada vez mais no conhecimento de Deus e guardando uma fé viva não fingida para não morrermos interiormente e para que não venhamos a ser apenas cristãos de aparência, com o nome de vivos, mas que na realidade estão mortos espiritualmente, pelo fato de não conseguirem respirar mais, pois  a oração é a respiração da alma.

Assim sendo, algumas das coisas das mais difíceis da vida de um cistão, é vencer a si mesmo, é orar, estudar e guardar a palavra de Deus, pois enquanto a oração é a respiração da alma a palavra de Deus é espírito e vida, pois em relação a nossa carne, essa para nada aproveita, e aqueles que estão na carne não podem agradar a Deus segundo João 6.63; Romanos 8.8. 

Sendo assim, precisamos imitar a igreja de Filadélfia que apesar de ter pouca força, guardava a palavra de Deus e não negava o nome de Jesus, como fazem muitos cristãos que não confessam a Jesus Cristo publicamente, são os cristãos ocultos, apenas não sei de quem é de quê.

Portanto, perseverar pacientemente, confessando o nome de Jesus e guardando a fé genuína e ainda a palavra de Deus em tempos difíceis em nossa vida, no “cofre” ou no vaso de Deus é uma das obrigações do verdadeiro cristão.

Assim sendo, a esperança da igreja de Jesus Cristo, e a nossa realidade futura é o nosso arrebatamento aqui da terra, para o tribunal dos galardões e para a ceia das bodas do cordeiro.

Em vista disso, devemos guardar até o fim essa esperança e não ser cristãos frios, ou mornos acerca das coisas de Deus, mas sempre fervorosos, aquecidos espiritualmente pois os mornos e os frios são os cristãos auto-suficientes, confiando sempre em si mesmos e nas suas experiências passadas, não mais reconhecendo a verdadeira necessidade de abrir a porta de seu coração, o “cofre”, onde guarda os tesouros de Deus em sua vida, em seu vaso, guardando cada dia o ouro refinado (fé provada), vestes brancas (vida de Santidade - Eclesiastes 9.8) e colírio para os olhos (visão espiritual das riquezas do céu) não apenas visão carnal dos tesouros da terra, pois conforme 2 Pedro 1.5-9, nós, os cristãos, somos exortados acerca dessa visão espiritual dizendo:

E vós também pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude à ciência, e à ciência,  temperança,  paciência, e à paciência, a piedade.

Porque, se em vós houver e aumentarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.

Pois aquele em quem não há estas coisas é cego, nada vendo ao longe, havendo-se esquecido da purificação dos seus antigos pecados.

Portanto, a igreja de Cristo aqui na terra está cheia de cristãos cegos que não enxergam as riquezas espirituais ao longe mas apenas as riquezas terrenas.

Assim sendo, os cristãos servindo a Cristo, devem guardar muitas coisas que vem dos céus, tendo um compromisso completo com Deus, e não com um ser humano na terra, no aspecto de guardar as coisas espirituais, pois enquanto o aguardamos, Ele também é fiel para "Guardar o bom depósito" (2 Timóteo 1:14) pois guardar é uma recomendação Bíblica para cada cristão proteger a verdade do evangelho em sua vida, sua fé sempre firmada em Cristo, pois sem fé é impossível agradar a Deus conforme Hebreus 11.6, também a nossa esperança de salvação e vida eterna que vai depender sempre da força e da atuação do Espírito Santo em nossa vida através da nossa perseverança, ainda tendo o cuidado de nós mesmos, vivendo como um sentinela, de nunca nos corromper com os pecados e as corrupções do mundo, e perder o precioso tesouro que Deus tem depositado em nossa vida e por fim a vida eterna.

À vista disso, como Timóteo foi instruído pelo Apóstolo Paulo a guardar o bom depósito que a ele foi confiado, mas também foi instruído a evitar os falatórios inúteis que desviam o cristão das verdades eternas de Deus, vigiando e sabendo que o bom depósito da sua fé, a segurança final do depósito está nas mãos de Cristo, que é poderoso para preservá-lo "até aquele dia" (o dia final do acerto de contas da nossa mordomia).

Portanto temos, como cristãos, a necessidade de permanecer firmes nas verdades que já ouvimos, mas também transmitindo sem falsificação tudo que já ouvimos e aprendemos acerca da doutrina eterna de Deus, mesmo diante das dificuldades, contrariedades e falsos ensinamentos. 

CONCLUSÃO: Assim sendo, e diante de tudo que até aqui aprendemos da palavra de Deus, existem apenas duas coisas em que  nenhum cristão deve se comparar: ou  a uma “gaveta” ou a um “museu” que engaveta tudo o que Deus lhe revelou, que é para ser anunciado, e um museu onde coisas velhas devem ser conservadas, e assim construindo a sua fé apenas em lembranças, anunciando tudo aquilo que já foi e já fez na obra de Deus, mas agora não faz nada mais e assim também não é mais nada, enganado a si mesmo, vivendo como um cristão saudosista de lembranças.

Assim sendo, o cristão saudosista é aquele que vive apegado ao passado, valorizando apenas as antigas formas de cultos como antigos hinos e antigas pregações e tradições antigas, e não considerando a novas formas como novos hinos, novas formas de adorar e cultuar, novas formas de pregação genuína da palavra de Deus, pois para os cristãos saudosistas que vivem no passado, essa estagnação “cultual e cultural cristã” para ele, está tudo errado e a antiga é a que está certa, como as expressões que sempre ouvimos: Minha velha igreja, com seus velhos bancos, seus velhos hinos, seus velhos pregadores e as suas velhas pregações, seus velhos estudos bíblicos que nas palavra de um saudoso pastor com seus pães velhos e assim esse comportamento gerar muita  resistência a mudanças de comportamentos santos, com a dificuldades de pertencimento no presente, gerando na vida do cristão uma estagnação espiritual, impedindo a sua vivência plena da fé no momento atual, devido o seu apego ao passado com preferência por épocas anteriores, frequentemente idealizando o passado como "o melhor momento da sua vida cristã" do que o presente, resistindo às mudanças puras e santas na obra de Deus, se tornando em um obstáculo para a renovação e adaptação da igreja santa de Jesus Cristo aos tempos atuais, pois o saudosismo pode paralizar a igreja continuar avançando no louvor, na adoração, na oração, no conhecimento da palavra de Deus, na comunhão e no amor cristão, impedindo e paralizando o crescimento da igreja no presente e no futuro, onde a solução se encontra em um equilibrio necessário em valorizar a história da igreja e não desprezar o seu avanço, pois o saudosismo cria mutos obstáculo para o crescimento da obra de Deus, mais do que a sua edificação e o seu avanço, como por exemplo, se reunir para contar apenas experiências do passado que já morreu, quando a nossa fé se realmente está viva, atua para frente, para o futuro. 

Portanto, de acordo com Eclesiastes 7:10, o conselho final contra o saudosismo é não perguntar por que os dias passados foram melhores que os presentes, pois a Bíblia nos adverte que essa atitude não é fruto da sabedoria de Deus em nossa vida, mas sim uma forma de tolice que impede a renovação e a apreciação do presente das novas revelações de Deus em nossa vida, nos proibindo de fazer comparações saudosas perguntando sempre: Por que os dias passados foram melhores  que os de hoje?


Diante do exposto, essa preocupação é considerada insensata, pois o passado nunca vai ser melhor simplesmente por ter passado, pois a nossa visão da obra de Deus na terra, será sempre atual e prosseguindo para o futuro, pois se existe um povo na terra que pode ser considerado realmente o povo do futuro é a igreja de Jesus Cristo, pois a sabedoria de Deus em nossa vida nos ensina a viver intensamente o “hoje” com prudência e entendimento, planejando o futuro, não deixando de valorizar o passado, mas tomando posse pela fé do presente, caminhando para o futuro de glória que nos aguarda, tomando posse pela fé das oportunidades dadas por Deus a nós, reconhecendo sempre que o controle de todas as coisas que nos acontecem estão em suas mãos, não pendendo para o lado de querer ser totalmente sábio, ou pender para o outro lado de querer ser totalmente justo, mas buscar o equilíbrio, o controle em tudo para nossa vida, pois o conselho em Eclesiastes 7.10 nos ensina que não é sábio viver saudoso dos “bons tempos que já  passaram” nos incentivando a pensar no que vai acontecer de maravilhoso em nossa vida, vindo da parte de Deus, buscando em oração no que vai acontecer conosco no futuro, esquecendo do que ficou para trás.


Portanto, o cristão ao ser comparado a um “cofre” ou a uma vaso de Deus na terra, guardando os tesouros do criador que lhes foi confiado apenas guardar o que deve ser guardado é um dever de todo cristão, mas usar a nossa vida como uma “gaveta” para engavetar tudo aquilo que Deus nos revelou para ser anunciando e ensinado para os anjos conforme Efésios 3.10, e para os pecadores é uma grande negligência da nossa parte se manifestando como uma obra de Satanás em nossa vida, pois nessa mensagem já aprendemos pela palavra de Deus, que existem muitos segredos que o criador guardou desde a fundação do mundo em mistério, que somente agora na dispensação da graça Ele revelou para a igreja ensinar a homens e a anjos, e por isso não podemos ser um cristão saudosista, engavetando o que Deus colocou em nossas mãos para ser anunciado,  servindo a Deus apenas de lembranças, saudosismos vivendo apenas de “nostalgia”, que viver apenas de nostalgia significa  viver focado excessivamente em memórias agradáveis do passado, idealizando-as e utilizando-as como principal refúgio emocional, muitas vezes em detrimento da vivência do presente e do planejamento do futuro. 


Dessa maneira, esse é um estado onde o passado se torna mais atraente e significativo em nossa vida do que a realidade atual, podendo nos levar a camuflar sentimentos de insatisfação, descontentamento, murmuração ou funcionar como um mecanismo de fuga. 


Dessa maneira, a “nostalgia” muitas vezes romantiza lembranças, fazendo com que experiências passadas pareçam melhores do que realmente foram, levando a pessoa a viver em um estado constante de fuga da realidade, que pode indicar uma dificuldade em aceitar o presente ou enfrentar desafios atuais, usando o passado como um "porto seguro", vivendo e servindo a Deus apenas de lembranças, e ainda sem ele conseguir perceber que a sua vida de melancolia somente produziu tristezas e angústias até agora, pois sabe que aqueles bons momentos da sua vida não podem mais ser repetidos, já que ficou no passado, o único remédio contra a melancolia é viver diariamente com fé e esperança do que virá sobre a sua vida no futuro.

Portanto, uma vida de “melancolia”, cria na vida do ser humano um estado de saudades daquilo que já passou e não existe mais, e assim com esse comportamento, a pessoa impede a si mesma de criar novas experiências, e lutar por novas perspectivas de vida, se tornando uma pessoa até mesmo negativa, comparando tudo no presente negativamente em relação ao passado, o qual passa a entender que somente no passado aconteceram coisas positivas em sua vida, pois a lembrança se torna um obstáculo para uma vida ativa, progressiva para o futuro.

Assim sendo, a comparação que foi feita nessa mensagem de um cristão ser semelhante a um “museu”, que significa guardar coisas velhas, tanto materiais quanto espirituais, além de não saber viver com sabedoria e em novidade de vida no presente na presença de Deus, por incrível que pareça essas coisas nos conduzem a viver no passado e não avançar para o futuro.


Pastor João Augusto Viana Neto.




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