O SIGNIFICADO DO NÚMERO OITO (8) NA BÍBLIA SAGRADA.

Pr. João Viana
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O SIGNIFICADO DO NÚMERO OITO (8) NA BÍBLIA SAGRADA.



INTRODUÇÃO: Conforme “Galileu Galilei” “A matemática é o alfabeto com que Deus escreveu o universo.” 


De acordo com Ariel Álvarez Valdés em um trabalho intitulado ‘Los Números en la Biblia’, os números na Bíblia possuem três significados ou sentidos distintos, quais sejam: quantidade, simbolismo e mensagem.


Portanto, o alfabeto hebraico e grego têm um valor numérico em cada letra.


Dessa maneira, o método mais seguro de interpretação das Escrituras Sagradas é pela inspiração dada pelo Espírito Santo de Deus, conforme está escrito no evangelho de João no capítulo 14 e versículo 16,17 que diz;


 “E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro consolador, para que fique convosco para sempre.


O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em  vós”. 


Assim sendo, na Bíblia Sagrada o número oito (8) simboliza novo começo, como Noé e sua família (8) pessoas, que deu início a um novo mundo, conforme 2 Pedro 2.5, simboliza ainda ressurreição e uma nova criação de Deus na terra, quando Jesus Cristo ressuscitou no oitavo dia (o domingo, o primeiro dia da semana que recomeça) e apareceu por  oito (8) vezes após a ressurreição, simbolizando a nova vida, que Jesus Cristo fundou a igreja composta de um novo povo, ou de uma nova criação de Deus conforme 2 Coríntios 5.17; Efésios 4.24, onde o termo nova criatura se refere à uma nova criação de Deus.




 

Assim sendo, o número oito (8) também aparece nas dez Bem-Aventuranças de Mateus 5.1-13, e Apocalipse, sendo  uma nova ordem de bênçãos, onde a ressurreição de Jesus Cristo é o ponto central de um novo pacto, de uma nova aliança que conduz à uma vida eterna.


Portanto, as principais oito (8) alianças Bíblicas revelam o plano de Deus para a humanidade, entre as alianças condicionais e as incondicionais, como a aliança do Éden, a aliança com Adão, antes do dilúvio com Noé e toda criação viva na terra, após o dilúvio com Abraão, com o rei Davi, com a igreja, a nova aliança e as alianças condicionais com Moisés e com os Israelitas em Israel.


Assim sendo, essas alianças de Deus feitas com a humanidade vão se desdobrando desde o Jardim do Éden, até a vinda de Jesus Cristo para salvar os pecadores com a oitava aliança selada em seu precioso sangue, o sangue da nova aliança.


Portanto, o sangue de Jesus Cristo na Nova Aliança, selada na Última Ceia conforme Mateus 26.28; Lucas 22.20, significa remissão de pecados, purificação, acesso à graça de Deus e ainda a uma nova vida em comunhão com Jesus Cristo, substituindo os antigos sacrifícios e tornado-se o fundamento para a salvação eterna e o perdão dos pecados da humanidade conforme João 1.29

Conforme Mateus 26.28, esse é o sangue da nova aliança para o perdão dos pecados, (1 Coríntios 11.25) o cálice da nova aliança  e Hebreus 9.12, Jesus Cristo entrou uma vez por todas no santuário celestial havendo efetuado uma eterna redenção, pois Jesus Cristo não ministrou o seu próprio sangue em um santuário ou em um tabernáculo terreno, nem ofereceu em nenhum  momento em seu  ministério terreno o sangue de cordeiros ou novilhos para cobrir pecados, pois os mesmos não podem expiar os pecados, mas Ele mesmo ministrou com seu próprio sangue a expiação de todos os nossos pecados, oferecendo a verdadeira expiação que traz a todos nós a redenção eterna conforme o versículo v.12, pois Ele expiou todos os nosso pecados na cruz do calvário para todo sempre na condição de cordeiro de Deus que venceu conforme Apocalipse 5.5, e não mais será necessário que se faça uma expiação diária, como era feita no AT (como os sacerdotes terrenos), pois o que ficou esclarecido para todos aqueles que creem é o que se encontra escrito nos seguintes versículos que diz:


Mas vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação,

Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção (Hebreus 9,11,12).

Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.

Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus,

que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifício, primeiramente, por seus próprios pecados e, depois, pelo povo; porque isso fez Ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo.

Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre. (Hebreus 7.25-28).


Assim sendo, o texto de Hebreus 10:1-18, afirma que a lei antiga com seus sacrifícios anuais de animais era apenas uma sombra e nunca podia aperfeiçoar os adoradores, pois o sangue de touros e bodes não tiravam pecados.

Desse jeito, Jesus Cristo veio para fazer a vontade de Deus, oferecendo um único sacrifício perfeito – o seu próprio corpo – uma vez por todas, purificando para sempre aqueles que são santificados e inaugurando uma Nova Aliança onde as leis de Deus são escritas nos corações, removendo o pecado e não sendo mais lembrado.

Portanto, os versículos da nova aliança são:

(Mateus 26:28): "Pois isto é o meu sangue da aliança, derramado em benefício de muitos, para remissão de pecados".

(Lucas 22:20): "Este cálice é a nova aliança feita por Deus com o seu povo, aliança que é garantida pelo meu sangue derramado em favor de vocês".

(1 Coríntios 11:25) "Da mesma forma, depois da ceia, tomou o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isto, sempre que o beberem, em memória de mim”.

(Hebreus 9:12): "Entrou de uma vez por todas no santuário, não com sangue de bodes e bezerros, mas com o seu próprio sangue, obtendo assim a redenção eterna" .

(1 João 1:7): "O sangue de Jesus, seu Filho, nos limpa de todo pecado". 

1º) - A PURIFICAÇÃO PELO SANGUE DE JESUS CRISTO DE TODOS OS NOSSO PECADOS.

Significado do Sangue da Nova Aliança


Remissão e Purificação: O sangue de Cristo, derramado na cruz, paga o preço pelos pecados, oferecendo perdão e purificação.

Novo Pacto: Ele estabelece um novo e superior pacto entre Deus e a humanidade, substituindo a antiga aliança baseada na Lei.

Salvação Eterna: Por meio dele, somos justificados e salvos da ira de Deus, recebendo a vida eterna.

Acesso a Deus: Proporciona acesso direto a Deus, removendo a barreira do pecado e santificando nossas consciências.

Memória e Comunhão: Assim sendo, na Santa Ceia , lembramos o sacrifício de Jesus e participamos dos benefícios dessa aliança.

 



2º) - AS OITO PRINCIPAIS ALIANÇAS BÍBLICAS

  1. Aliança Edênica (Gênesis 1:26-30; 2:16-17): A parceria original de Deus com Adão e Eva no Jardim, com a responsabilidade de cuidar da criação e a restrição da árvore do conhecimento.

  2. Aliança Adâmica (Gênesis 3:15): Após o pecado, Deus promete um Redentor que esmagaria a cabeça da serpente (Satanás).

  3. Aliança Noética (Gênesis 9): Incondicional, Deus promete nunca mais destruir a terra por um dilúvio, usando o seu arco como sinal.

  4. Aliança Abraâmica (Gênesis 12, 15, 17): Deus promete a Abraão uma descendência numerosa, uma terra e bênção para todas as nações, com a circuncisão como sinal.

  5. Aliança Mosaica/Sinaítica (Êxodo, Deuteronômio): Condicional, com a Lei de Moisés, bênçãos pela obediência e maldições pela desobediência, com o Monte Sinai como palco.

  6. Aliança Palestina/Israelita (Deuteronômio 30): Uma ampliação da aliança abraâmica, focando na bênção ou maldição da Terra de Israel baseada na obediência do povo.

  7. Aliança Davídica (2 Samuel 7): Deus promete a Davi um trono eterno e uma descendência perpétua, apontando para o Messias.

  8. Nova Aliança (Jeremias 31:31-34; Lucas 22:20): A aliança final e eterna em Cristo, como a lei de Deus escrita nos corações, o perdão dos pecados e a salvação pela fé, mediante o sangue de Jesus Cristo, o sangue da nova aliança. 

Portanto, através dessas oito (8) alianças, acordos, pactos que Deus fez como o homem, Ele demonstrou o seu cuidado e o seu amparo para com toda a sua criação.

Assim sendo, os Tipos de Alianças de Deus com o ser humano, se resume nas alianças condicionais que dependem da resposta e da confiança dos seres humanos nas promessas de Deus, conforme 2 Coríntios 1.20, que todas a suas promessas tem nele o sim e o amém para glória de Deus por nosso intermédio, sendo a aliança do Éden e a aliança Mosaica, bem como as incondicionais, as quais foram cumpridas por Deus, independentemente da resposta do ser humano, como A aliança com Noé e todos os seres viventes conforme Gênesis 9.8-17, com Abraão, com o rei Davi e por fim a nova aliança através do sangue de Jesus Cristo com a humanidade  (João 1.29; 1 João 2.2).

Dessa maneira, a única solução plausível que se pode chegar é que Jesus Cristo tendo ressuscitado no oitavo dia (8), o domingo, o primeiro dia da semana que recomeça, e aparece oito (8) vezes após a sua ressurreição, simbolizando a nova vida que Ele trouxe para todos os que  nele creem, pois a Bíblia Sagrada relata quatro começos como: De Adão até Noé, de Noé até Abraão, de Abraão até Jesus Cristo, e de Jesus Cristo com uma nova criação conforme 2 Coríntios 5.17; Efésios 4.24, que se refere a igreja do Deus vivo, simbolizando Na Bíblia Sagrada, o número 4 como criação, os quatro pontos cardeais, as quatro estações, o mundo material, os quatro ventos que sopram  sobre os quatro cantos da terra conforme Apocalipse 7;1-3, e a totalidade da criação terrena na ordem divina, pois através dos quatro evangelhos que dá vida espiritual com abundância conforme João 10.10, e ainda dos quatro rios que nascem no Éden trazendo vida física para todo ser vivente, a obra de Deus fica completa na terra em toda a sua criação, através dos quatro seres viventes em Ezequiel 1. 1-25, indicando que a obra de Deus ficou completa para o ser humano, alcançando o mundo inteiro em seus quatro cantos ou seja: Norte, Sul, Leste e Oeste, pois através de Noé e sua família em um total de oito (8) pessoas, após o dilúvio, houve um novo começo para a humanidade; através de Jesus Cristo, ouve o começo da criação de um novo povo que veio a se tornarem filhos de Deus conforme João 1.12.

Portanto, o número oito (8) em hebraico “SH’ MONEH’ significa gordura/abundância indicando a vida que Jesus Cristo veio dar para o seu povo em todos os sentidos, e essa vida pode ser vista em Mateus 5.1-13, sendo portanto um novo padrão de vida, pois agora somos participantes de um novo e não de um velho reino.

Assim sendo, o número  (8) na Bíblia Sagrada é um número de ruptura com o antigo e a entrada no novo, seja em um novo ciclo de tempo, ou em uma nova vida espiritual, determinada por uma nova ordem de bênção e prosperidade espiritual com o acréscimo da parte de Deus das coisas materiais conforme Mateus 6.33


Pastor João Augusto Viana Neto.


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