MADAI, O TERCEIRO FILHO DE JAFÉ E OS SEUS DESCENDENTES.
Teologia à luz da história universal examinada pela Bíblia Sagrada à nível de Mestrado em Teologia do autor e Teólogo, professor de Teologia, Escritor e Pastor: João Augusto Viana Neto - (Série de Estudos, Opúsculo III)
INÍCIO: Madai é o terceiro filho de Jafé e neto de Noé.
De acordo com a "Tabela das Nações" em Gênesis 10, Madai é o ancestral epônimo dos medos, um antigo povo indo-iraniano que habitou a região montanhosa a leste da Mesopotâmia, correspondente ao noroeste do atual Irã.
Abaixo estão os principais detalhes sobre Madai e seus descendentes na história antiga e na genealogia bíblica:
Na genealogia bíblica, Madai é o terceiro filho de Jafé, neto de Noé.
Na história antiga, ele é reconhecido universalmente pela historiografia (como nos relatos do historiador Flávio Josefo) e pelos estudiosos como o ancestral epônimo dos medos, um povo fundamental no Oriente Médio.
Genealogia Bíblica (antepassado que dá nome a um povo).
Ascendência: Filho de Jafé, neto de Noé (Gênesis 10:2).
Irmãos: Gômer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tirás.
Descendentes diretos: A Bíblia não lista os filhos individuais de Madai, mas utiliza o seu nome como referência coletiva para a nação dos medos.
O Povo Medo na História Antiga
Historicamente, os descendentes de Madai estabeleceram-se na região montanhosa a sudoeste do Mar Cáspio (no atual planalto iraniano).
Os principais desdobramentos históricos incluem:
Império Medo: Uniram-se aos Persas e formaram um poderoso império.
Foram os responsáveis por derrotar o Império Assírio e conquistar Babilônia junto a Ciro, o Grande.
Reino de Dario, o Medo: A Bíblia menciona o papel de destaque deste descendente de Madai na transição de poder na Babilônia conforme Daniel 5:31.
Profecias Bíblicas: O profeta Isaías predisse que os medos (descendentes de Madai) seriam os instrumentos de Deus para destruir a Babilônia de acordo Isaías 13:17.
Conexões Linguísticas e Culturais
Fontes Assírias: Os registros cuneiformes assírios referem-se à região e ao povo como Madai, confirmando a correlação exata com os escritos bíblicos.
Indo-europeus: Pelo fato de Madai ser filho de Jafé, seus descendentes fazem parte da grande família de povos indo-europeus que se espalhou da Ásia Central até a Europa.
1º) - A RELIGIÃO DOS MEDOS.
Conforme a história, o Zoroastrismo, masdeísmo, mazdeísmo[ou parsismo é uma religião iraniana baseada nos ensinamentos do profeta iraniano Zoroastro Zaratustra, também conhecido na versão grega de seu nome Zoroastres ou Zoroastro, o qual foi um profeta e poeta nascido na Pérsia (atual Irã) no século VII a.C.
Assim sendo, essa religião foi adotada oficialmente pelo Império Aquemênida (558–330 a.C.), sendo portanto uma corruptela do monoteísmo Bíblico (ou corrutela), sendo o ato ou efeito de alterar, desvirtuar ou corromper algo em relação à sua forma ou sentido original que na Literatura e História: Refere-se a um erro, alteração ou desvio cometido ao copiar ou modificar um texto original da Bíblia Sagrada (por falha humana ou técnica de modificar o texto cometendo uma eixegese e não uma exegese).
Portanto, a denominação Grega (Zōroastrēs) significa contemplador de astros, sendo uma corruptela do avéstico Zarathustra (em avéstico, O termo avéstico refere-se à antiga língua iraniana da família indo-europeia e à religião associada ao Avestá, o livro sagrado do zoroastrismo).
Dessa maneira, a expressão "contemplador de astros" refere-se à figura do astrônomo/astrólogo na Antiguidade, especialmente na Mesopotâmia. Zaratustra (Zoroastro) ou os clássicos magos babilônicos são os exemplos mais famosos.
Eles combinavam observação matemática dos céus com interpretações divinas e assim o zoroastrismo ou o livro de Zoroastro não foi inspirado pelo Espírito Santo e sim pelo espírito que agia na vida dos magos astrólogos da Babilônia.
Sendo assim, os magos da Babilônia eram uma poderosa casta de sacerdotes-astrônomos que combinavam observação matemática dos astros, crenças místicas (ocultismo) e aconselhamento político.
Dessa maneira, eles formavam o alto escalão intelectual do antigo Império Babilônico, sendo essenciais na administração do Estado e na formulação de previsões para o reino e assim os mistérios religiosos de satanás foram se espalhando entre as nações, distorcendo a Bíblia sagrada e criando novas religiões parecidas com a Bíblia mas não é a palavra de Deus.
Cultos de Origem e Funções
Sábios Conselheiros: Eram especialistas em diversas áreas do saber, como matemática, medicina, astronomia e adivinhação.
Portanto, na Bíblia, o "espírito de adivinhação" refere-se a práticas ocultistas e demoníacas que tentam prever o futuro ou revelar segredos sem a direção de Deus.
As escrituras condenam essas manifestações severamente, ensinando que elas escravizam as pessoas e imitam falsamente o verdadeiro dom profético.
O que as Escrituras ensinam?
Origem demoníaca: A adivinhação é considerada uma obra da carne e uma porta para influências espirituais malignas.
A Bíblia a classifica como abominação, proibindo terminantemente consultas a médiuns, astrólogos, cartomantes e videntes.
Controle e exploração: O texto mais famoso sobre o tema está em Atos 16:16-18, onde o apóstolo Paulo liberta uma jovem escrava que possuía um "espírito adivinhador". Ela gerava muito lucro financeiro para seus donos através de suas previsões.
Falsificação da verdade: Curiosamente, o espírito de adivinhação pode por vezes revelar fatos verdadeiros, como fez a jovem em Atos ao declarar que Paulo e Silas eram "servos do Deus Altíssimo". No entanto, o objetivo oculto é sempre causar confusão, desviar o foco da mensagem do Evangelho e manipular os ouvintes.
A diferença entre adivinhação e profecia
Enquanto a adivinhação busca saciar a curiosidade humana, visa o lucro e opera à margem da revelação divina, a profecia bíblica nasce no coração de Deus e tem propósitos claros de edificação, exortação e consolação.
Você pode explorar os textos originais e o contexto completo da libertação em Filipos diretamente na passagem de Atos 16.
Leitura dos Céus: A astrologia e a astronomia não eram separadas na antiguidade.
Eles mapearam os movimentos planetários e estelares, acreditando que os céus continham mensagens e presságios dos supostos deuses sobre o destino de reis e impérios
Influência Política: Tinham papel de destaque na corte, orientando diretamente os monarcas sobre o melhor momento para colheitas, batalhas e decisões políticas.
Relação com a Tradição Bíblica
O Livro de Daniel: No Antigo Testamento, o profeta Daniel foi exilado na Babilônia e acabou se tornando o líder supremo dessa classe de sábios babilônicos e caldeus.
Os Reis Magos: Acredita-se que os "magos do Oriente" que visitaram Jesus, narrados no Evangelho de Mateus, tenham vindo de uma linhagem babilônica ou persa.
Muitos historiadores e teólogos apontam que eles provavelmente preservaram os ensinamentos e as profecias sobre o Messias deixadas por Daniel séculos antes.
Aqui está um resumo da importância desses sábios:
Ciência e Religião: Os babilônicos foram pioneiros em registrar sistematicamente o movimento dos planetas, utilizando um sistema numérico de base sessenta (sexagesimal).
Previsões: Eles acreditavam que os eventos celestes eram presságios dos supostos deuses, ditando o destino dos reis e do império.
Influência: O famoso termo grego para Zoroastro (Zoroastres) significa literalmente "contemplador de astros", que a Bíblia Sagrada ensina ser doutrinas de demônios conforme 1 Timóteo 4.1.
Essa herança influenciou todo o conhecimento ocidental sobre o céu, incluindo as bases para a criação dos dias da semana (associados aos planetas visíveis)
2º) - O LIVRO SAGRADO DO ZOROASTRISMO
Portanto, o Avestá (também chamado de Zend-Avesta) é o livro sagrado do zoroastrismo, uma das supostas religiões monoteístas pois eles cultuam anjos consideradas as das mais antigas do mundo, fundada pelo profeta Zaratustra (ou Zoroastro) na antiga Pérsia.
Assim sendo, o texto original foi parcialmente perdido após a conquista de Alexandre, o Grande, e o que restou compõe o cânone atual .
Estrutura do Avestá
O livro não é um texto único, mas sim uma coletânea de escrituras divididas em cinco seções principais:
Gathas: A parte mais antiga e essencial. Consiste em 17 hinos poéticos escritos pelo próprio Zaratustra. Eles contêm o núcleo filosófico e as revelações diretas do profeta.
Yasna: O principal livro litúrgico utilizado pelos sacerdotes, que incorpora os Gathas em seu interior. Contém rituais e oferendas.
Visp-rat: Uma extensão de textos e rituais litúrgicos menores baseados no Yasna.
Yashts: Uma coleção de hinos que prestam adoração e louvor aos anjos e divindades menores condenados conforme Colossenses 2.18.
Vendidad: Focado em leis de purificação, códigos rituais e orientações contra o contato com o mal e demônios.
Khorda Avestá: Um breviário de orações diárias destinado aos fiéis.
As Principais Lições e Crenças
O zoroastrismo possui uma ética focada na responsabilidade individual e no triunfo final do bem.
Ahura Mazda: A adoração exclusiva a Ahura Mazda (O Senhor da Sabedoria), um Deus criador, supremo, bom e onisciente.
Livre-Arbítrio: A crença de que os humanos possuem livre-arbítrio para escolher entre a verdade (Asha) e a mentira (Druj), sendo responsáveis diretos por suas ações e destinos.
Dualidade Cósmica: O ensinamento de que o mundo é palco de um conflito ativo entre o espírito do bem e da luz (Spenta Mainyu) e o espírito do mal e das trevas (Angra Mainyu ou Ahriman).
A Tríade Sagrada: O lema fundamental do zoroastrismo resume-se a três princípios de conduta: Bons Pensamentos, Boas Palavras e Boas Ações.
A religião influenciou o pensamento de grandes filósofos, como Friedrich Nietzsche em sua obra.
CONCLUSÃO: O sistema babilônico foi revolucionário e deixou marcas profundas na história:
Origem da Astronomia: Na Antiguidade, astronomia e astrologia eram a mesma coisa. Os babilônios foram os primeiros a registrar sistematicamente o movimento de planetas e eclipses para criar calendários.
Criação do Zodíaco: Eles dividiram a faixa do céu (eclíptica) em 12 partes iguais, criando as bases para os 12 signos que conhecemos hoje.
A Semana de 7 Dias: A divisão dos dias da semana que utilizamos atualmente foi criada pelos babilônios, que relacionaram cada dia a um dos sete corpos celestes visíveis na época (Sol, Lua, Marte, Mercúrio, Júpiter, Vênus e Saturno).
Com o passar dos séculos, esse conhecimento espalhou-se pelo império greco-romano (durante o período helenístico) e passou a focar na leitura do destino de cada indivíduo, dando origem aos horóscopos pessoais que são populares hoje em dia.
Portanto, a astronomia babilônica foi uma das primeiras ciências sistemáticas da humanidade.
Desenvolvida na antiga Mesopotâmia (atual Iraque) a partir de 1800 a.C., destacou-se por utilizar matemática avançada, observações diárias detalhadas e o sistema numérico sexagesimal (base 60) para mapear o cosmos e prever fenômenos celestes não tendo nenhuma inspiração de Deus, pois eles não serviam a Deus para obter esse conhecimento.
Pastor João Augusto Viana Neto.


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